sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Educação Financeira - Tipos de Investimentos

Os bancos oferecem várias modalidades de investimentos. Com apenas R$ 50, já é possível investir.
Conheça algumas das formas de investir:
  • Poupança: uma das aplicações mais tradicionais, a poupança aceita valores baixos para que você comece a investir e permite retiradas imediatas. Os juros pagos são definidos pelo Banco Central, mas a lei garante um rendimento de 6% ao ano mais a variação da Taxa Referencial (TR), a taxa básica de juros ao mês.
  • Previdência: é um investimento de longo prazo para complementar a aposentadoria.
  • Fundos de investimento: é condomínio de investidores. Cada investidor adquire uma cota desse fundo. São várias modalidades para vários perfis de investidores ou para que você consiga diversificar seus investimentos.
  • Tesouro direto: é a compra de títulos públicos federais. Trata-se de um investimento seguro e de valor inicial baixo.
  • Ações: são partes de uma companhia. É como se a empresa fosse um bolo. Ao comprar ações, você passa a ser dono de uma fatia desse bolo, um acionista. Os seus rendimentos variam de acordo a oscilação do valor dessa empresa na bolsa de valores.
  • CDBs: são títulos de renda fixa, depósitos a prazo utilizados pelos bancos para captar recursos. É uma modalidade de baixo risco.
Como escolher?
Antes de decidir pelo investimento onde vai aplicar o seu dinheiro, estude cada possibilidade mais a fundo e veja qual casa mais com seu estilo de vida e com a função da reserva. Leve em conta:
  • O valor inicial mínimo
  • O índice de rendimento acima da inflação
  • O prazo ideal de retirada em função de seus projetos de vida
  • A incidência de impostos
  • O valor de taxas: administração, carregamento, corretagem e performance
Fique atento!
A inflação pode se tornar uma vilã do investidor. Ao escolher um investimento, lembre-se de considerar se ele prevê um rendimento acima da inflação. É importante, ainda, levar em conta a desvalorização do dinheiro quando calcular a renda para muitos anos à frente – a aposentadoria, por exemplo. O que está planejando como renda vai manter os gastos que pretende fazer no futuro? E, por fim, lembre-se de considerar uma correção no valor que pretende investir por mês e que a rentabilidade no passado não é certeza de rentabilidade no futuro.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Educação Financeira - Investimentos

Para realizar sonhos, é preciso poupar. Os investimentos são grandes aliados na hora de fazer o seu dinheiro poupado render juros ou lucros.
 
O objetivo não é apenas guardar dinheiro para acumular. O investimento deve fazer parte do seu planejamento financeiro e atender aos seus objetivos de vida.
 
Você pode investir para garantir uma reserva para emergências, para ter uma aposentadoria e até mesmo para realizar uma viagem dos sonhos.
O que são?
Investir é, basicamente, emprestar o seu dinheiro ao banco para receber os juros. Ou, ainda, aplicar o seu dinheiro em um negócio que vai render lucros e dividendos.
Como funcionam?
Os investimentos feitos em instituições financeiras funcionam como empréstimos que você faz ao banco.
Por sua vez, o banco aplica esse dinheiro – e de outros clientes – em outros ativos financeiros. Como o banco tem à disposição uma soma maior de dinheiro, consegue rendimentos melhores e devolve parte desse rendimento a você.
 
Um exemplo simples, com valores fictícios:
 
Você aplica R$ 100 no banco. Assim como você, outros 500 clientes fazem o mesmo. Com R$ 50 mil disponíveis, o banco investe esse valor em um empreendimento imobiliário. Ao final do mês, o banco consegue receber de volta R$ 51 mil e repassar, a cada um dos 500 clientes, R$ 1 referente aos juros por ter usado o seu dinheiro.
Fique atento!
Saldar dívidas e ter um planejamento financeiro permitem que você reserve parte dos seus rendimentos para investir no futuro. Vale a pena aprender a lidar melhor com o seu dinheiro e realizar seus projetos de vida.
Por que investir?
Os investimentos devem atender aos seus objetivos de vida.
Você pode começar prevendo dois tipos de reservas: uma para emergências e uma para projetos de vida.
  • Emergências: é o dinheiro que você vai poupar para situações de imprevistos financeiros. Mantendo essa reserva em dia, você evita ter de recorrer a ofertas de crédito com altos juros. O ideal é poupar o equivalente a 12 meses de salário. Se não for possível, que seja o equivalente a sete meses, que é o tempo que uma pessoa leva para se recolocar profissionalmente em caso de desemprego, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
  • Projetos de vida: essa é a reserva para a realização de sonhos e planos, como a compra de um imóvel, a troca do carro, uma viagem, o nascimento de um filho, a faculdade dos filhos ou a aposentadoria.
Fique atento!
É importante “carimbar” o seu dinheiro para cada projeto de vida. Quando o dinheiro de um plano é usado para outro objetivo, é o seu projeto de vida que está em risco. No caso da aposentadoria, é o seu futuro financeiro que está em jogo.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Educação Financeira - Crédito

Do crediário na loja ao cartão de crédito, há diversas formas de crédito que fazem parte do dia a dia de todo mundo. Conheça as modalidades e aprenda a usá-las de modo consciente.
O que é
Crédito é a oferta de uso de dinheiro por um determinado tempo
A base do crédito é a confiança: empresta-se o dinheiro confiando que ele será devolvido, com juros. Assim, o risco é um dos fatores mais importantes para a definição das condições de crédito.
Quais são as modalidades de crédito?
São várias as ofertas de crédito disponíveis. De acordo com o risco, o prazo e o volume das negociações, os juros mudam.
  • Cartão de crédito: com o cartão, é possível realizar compras e centralizar os gastos na fatura mensal. Por seu uso, o cliente paga uma anuidade. Se os gastos são planejados e a fatura é paga em dia, no valor integral, o uso do cartão traz facilidade no dia a dia. Quando falta planejamento e as faturas são pagas em atraso, os altos juros podem transformar o cartão em um vilão do orçamento doméstico.
  • “Cheque especial”: é o limite da conta corrente, uma espécie de empréstimo que o banco oferece de forma automática quando você usa mais dinheiro do que tem na conta e o saldo fica negativo. O valor devido é pago com altos juros. Por isso, recorra a essa modalidade apenas em caso de emergência, por poucos dias.
  • Compra parcelada: o chamado crediário, comum em lojas, é a oferta de pagamento parcelado. Essa modalidade facilita a compra de produtos mais caros, mas geralmente prevê o pagamento de juros nas parcelas. Antes de adotar essa forma de pagamento, calcule o valor total do produto parcelado. Se possível, tente negociar um desconto e pagar à vista, pois quem tem dinheiro na mão tem maior poder de barganha.
  • Empréstimos: os bancos oferecem várias modalidades de crédito pessoal aos seus correntistas. Eles podem servir tanto para realizar uma compra de valor alto, como para saldar dívidas de outras modalidades de crédito com juros mais altos. É importante se planejar para quitar as parcelas mensais no prazo e não se endividar.
  • Crédito consignado: é uma modalidade de empréstimo em que as parcelas são descontadas diretamente da folha de pagamento. Por essa garantia, geralmente seus juros são mais baixos.
  • Penhor: é uma modalidade de empréstimo em que o cliente oferece um bem de valor (obras de arte ou joias, por exemplo) como garantia para o pagamento da dívida. Se ela não for quitada, o banco coloca o bem em leilão.
  • Financiamento: é um empréstimo de longo prazo, geralmente usado para a compra de imóveis ou automóveis. Essa modalidade exige comprometimento por muitos meses. É importante planejar também os novos gastos que o bem adquirido trará para o orçamento.
  • Leasing: é uma modalidade de financiamento em que o bem é adquirido em nome do banco e arrendado para o cliente até que a dívida seja quitada.
Fique atento!
Compare os juros oferecidos pelas modalidades de crédito e evite endividamentos. Entrou no limite ou não vai conseguir pagar a fatura integral do cartão? Consulte seu gerente sobre as ofertas de crédito pessoal disponíveis e pague juros mais baixos.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Educação Financeira - Inflação

Considerada um dos termômetros mais importantes da situação econômica de um país, a inflação está sempre presente no noticiário e tem influência direta nas operações financeiras.
O que é
Inflação é o aumento dos preços de produtos e serviços que causa a redução do nosso poder de compra.
As pesquisas que indicam essa alta e a baixa de preços são divulgadas por várias instituições, como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Fundação Getúlio Vargas (FGV) e a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE). A mais utilizada pelo governo é a chamada Índice de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA), divulgada pelo IBGE.
Geralmente, essas pesquisas são montadas a partir da análise da variação de preços nas principais capitais do país.
Como a inflação afeta minha vida?
A inflação afeta diretamente o valor do seu dinheiro. Ou seja, o quanto você consegue comprar com a mesma quantia. Você lembra quantos pãezinhos comprava com R$ 1 há dez anos? E quantos você compra hoje com o mesmo valor? Essa diferença é o reflexo da inflação.
Fique atento!
Veja alguns exemplos de como a inflação pode afetar seu orçamento:
  • Serviços: diversos contratos preveem reajustes de acordo com índices de inflação. É o caso de planos de saúde, aluguel de imóveis, energia elétrica e até pedágios.
  • Gastos domésticos: se o índice indica aumento geral de inflação, você provavelmente já notou um aumento semelhante – muitas vezes, maior – no dia a dia. Compare o quanto tem gastado no supermercado ou no cabeleireiro, por exemplo.
  • Investimentos: a inflação afeta diretamente o valor real dos seus rendimentos, diminuindo o valor do seu dinheiro e exigindo correção nos valores investidos periodicamente. Os R$ 100 mil acumulados ao longo de anos não terão o mesmo valor de compra se não forem corrigidos pela inflação.
Dinheiro no colchão? Não!
Aplique seu dinheiro para minimizar as perdas da inflação, ou seja, busque investimentos que possam proteger o valor aplicado.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Educação Financeira - Juros

Seja na hora de tomar um empréstimo, de escolher um investimento ou mesmo quando se paga um boleto em atraso, lá estão os juros fazendo toda a diferença nas contas pessoais e familiares.
 
Calculadoras e simuladores ajudam a fazer os cálculos, mas entender o conceito é fundamental para aprender a usar bem o dinheiro e manter o orçamento doméstico equilibrado.
O que é
Juro é o valor pago para usar um dinheiro que não é seu, como um “aluguel”. Se você pega uma quantia emprestada, deve devolver o mesmo valor e também uma quantia extra, como pagamento pelo uso do dinheiro. Estes são os juros. Da mesma maneira, se você deixa um dinheiro no banco, aplicado, deve receber juros pelo uso que o banco faz do seu dinheiro.
Como calcular os efeitos dos juros?
O valor dos juros é definido por uma porcentagem, que se aplica por um período de tempo. Por exemplo:
 
Você toma emprestado R$ 1.000, por um mês, a uma taxa de juros de 1% ao mês. Passados os 30 dias, deve devolver os R$ 1.000 iniciais e um valor de R$ 10 referentes aos juros de 1% sobre o valor inicial. Ou seja, deve pagar R$ 1.010.
 
Esses são os juros simples. Nesse caso, se você tomar o mesmo empréstimo, a juros simples, por dois meses, deverá pagar mais R$ 10 referentes aos juros do segundo mês, ou seja, R$ 1.020.
Quando você deixa seu dinheiro no banco, aplicado, recebe os chamados juros compostos, conhecidos como “juros sobre juros”.
 
Apesar de a conta ser mais complicada, o conceito é simples. A cada mês, a taxa de juros se aplica não só ao valor inicial investido, mas ao valor total acumulado ao longo dos meses. É como se o rendimento de um mês fosse reinvestido no seguinte. Por exemplo:
 
Você aplica R$ 1.000 no banco, em um investimento que rende 1% ao mês. No primeiro mês, você terá, na aplicação, os mesmos R$ 1.000 e mais R$ 10 de rendimento. Ou seja, R$ 1.010. No segundo mês, a taxa de 1% se aplica ao valor acumulado: R$ 1.010. Assim, ao final do segundo mês, você terá R$ 1.010 mais R$ 10,10. Ou seja, R$ 1.020,10.
Fique atento!
  • Para saber o impacto dos juros sobre suas operações, verifique se está lidando com juros simples ou compostos.
  • Confira também se tarifas e taxas de correção monetária, como inflação, são aplicadas.
  • Ao fazer compras a prazo, não se esqueça de calcular os juros das parcelas.
Como é definida a taxa de juros?
Cada banco define as taxas de juros que vai praticar em cada operação. Essas taxas, porém, têm como base a taxa básica de juros do país, definida pelo Comitê de Política Monetária, o Copom, um órgão do Banco Central. Trata-se da chamada taxa Selic (Sistema Especial de Liquidação e Custódia) que é uma referência para o cálculo das demais taxas de juros de todo o crédito concedido na economia.
Taxas de juros podem ser negociadas em determinadas ocasiões – durante renegociações de dívida, por exemplo. É importante saber que, ao definir suas taxas, as instituições financeiras levam em conta diversos fatores, como risco, volume e prazo da operação.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Série Cuide Bem do Seu Dinheiro

A última dica é: Planilha para controle do orçamento familiar
Dica de todos os educadores financeiros ouvidos pelo Portal Brasil para uma melhor relação entre o cidadão e o seu dinheiro, a planilha de orçamento familiar permite que você: tenha clareza sobre a sua renda, controle as suas despesas, evite gastar mais do que ganha e planeje ou defina as prioridades de consumo.
 
Faça aqui o download da planilha elaborada pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), siga as instruções e dê o primeiro passo em busca da sua educação financeira.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Série Cuide Bem do Seu Dinheiro

Hoje a dica é: Investimentos sortidos
 
“Para buscar a independência financeira é preciso saber investir. Qual o melhor investimento? Não há resposta, todos são bons. Tem um para cada perfil. Uma mesma pessoa tem que ter várias opções de investimentos, desde a poupança até mesmo ações”, afirma Jurandir Sell Macedo.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Série Cuide Bem do Seu Dinheiro

Hoje a dica é: Quanto investir
 
“O ideal é investir no mínimo 10% do que se ganha para o futuro. Parece impossível? Saiba, entretanto, que não é. Mas, se para você parece impossível hoje, é o sinal mais importante que você precisa mudar e aprender mais sobre como cuidar do seu dinheiro. Recomendo que 100% do que você ganha seja utilizado de forma econômica e inteligente”, diz Carlos von Sohsten.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Série Cuide Bem do Seu Dinheiro

Hoje a dica é: Cartão de Crédito e Cheque Especial
 
“Use o cartão de crédito como uma ferramenta de organização. Eu junto tudo para pagar em uma mesma data e tenho registro de tudo que gastei. Mas evite usar o cartão de crédito como fonte de financiamento. Usar o cartão e não pagar a fatura total costuma ser um erro. Se eu não pagar o total, não deveria usar o cartão de crédito, ele não serve para isso. Se você utiliza cheque especial por mais de uma semana por mês, procure o seu banco para tentar um empréstimo e quitar o cheque especial. Sai bem mais barato. Juros do cheque especial giram em torno de 10% por mês, enquanto o empréstimo é de 4 a 5%”, diz Valter Police Júnior.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Série Cuide Bem do Seu Dinheiro

Hoje a dica é: Consumir com prazer, sem vício
 
“O que a gente busca é gastar naquilo que melhore a nossa vida e não prejudique os outros e o meio ambiente. Consumir é algo muito bom. Se vivêssemos apenas com aquilo que é necessário, estaríamos em uma caverna ainda. Nossa sociedade se constrói em cima daquilo que é supérfluo. O que é errado é gastar para desperdiçar ou se viciar em consumo”, diz Jurandir Sell Macedo.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Série Cuide Bem do Seu Dinheiro

Hoje a dica é: Supermercado com lista e sem fome
 
“Para compra de supermercado, a primeira coisa é providenciar uma lista de tudo aquilo que você precisa para não comprar algo que já tenha em casa. Não faça as compras com fome, porque você pode levar algo de que não precisa e os gastos acabam sendo maiores. Ao levar crianças às compras, procure combinar previamente com elas o que será possível comprar. A comparação de preço é interessante, mas não fique escravo da rotina de visitar quatro estabelecimentos diferentes, talvez o gasto com deslocamento não compense. O que aconselho é quebrar suas compras semanalmente, compras pequenas para ter aquilo que você necessita e que possibilita aproveitar promoções”, afirma o educador financeiro Edward Cláudio Júnior.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Série Cuide Bem do Seu Dinheiro

Hoje a dica é:  Conhecimento
 
“Infelizmente, não nos ensinam como cuidar do nosso dinheiro na escola, embora isso esteja mudando. Existem excelentes livros disponíveis. Eu mesmo comecei assim. Depois, foi só questão de botar em prática. Em dez anos, minha vida financeira havia revertido de uma situação de endividamento caótico para uma situação confortável e sustentável”, relata Carlos von Sohsten.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Série Cuide Bem do Seu Dinheiro

Hoje a dica é: Financiamentos e parcelas
 
“Outra dica importante é tomar cuidado extremo com financiamentos e compras parceladas. Isso não quer dizer de forma alguma para não fazê-los. Mas é preciso avaliar se vale a pena. Um carro financiado custa muitas vezes o valor de três carros, da mesma forma que um aparelho de som financiado custa dois. E sobre contas parceladas existe um risco grande. Normalmente não entra na nossa cabeça que aquilo comprometeu o salário dos meses seguintes e o cidadão esquece que, por isso, sua disponibilidade financeira será menor até quitar esta dívida”, explica Valter Police Júnior.